domingo, 19 de setembro de 2010

CRISTO ou CAIFÁS? REPAGINANDO A HISTÓRIA!

Olá queridos Shalom.

Meditando esta semana sobre o fato que foi o divisor de águas de toda compreensão e principios da humanidade - a morte de Jesus - não podemos concebê-la sem primeiro analisar as etapas por ele vencide. Nos emocionamos quando falamos acerca de seu sofrimento. Envergonhamos dos atos nefastos cometidos pelos judeus e romanos. E afirmamos com alta voz: Escândalo!
Todavia não paramos para perceber que quando paira a cena da pergunta: Cristo ou Barrabas? Barrabás!!! O nobre homem por nome de Caifás, ora já tinha se antecipado na sua oratória...
Mas quem era Caifás?
No Evangelho segundo Mateus (26:57 - 67) Caifás, juntamente com outros sumos sacerdotes e o Sinédrio da época (dominado pela Beit Shammai) são retratados interrogando Jesus, procurando por "falsas evidências" com as quais podessem incriminar Jesus, porém não conseguem descobri-las. Jesus permanece em silêncio durante o processo, até que Caifás lhe exige que diga se ele é o Cristo. Jesus declara implicitamente que o é, e faz uma alusão ao Filho do Homem, que o sumo sacerdote veria "assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu." Caifás e os outros homens o acusam de blasfêmia, e ordenam que seja espancado.


Prezado Leitor chamo a sua atenção ao fato de Caifás buscar sempre a primazia da ordem do templo, da sociedade, das tradições acima de qualquer mensagem "nova" que pudesse pôr em cheque-mate tais principios judaicos (mesmos, ora adulterados).

Ah... Como é duro nos reposicionarmos para uma nova perspectiva, quando aquilo que é sinônimo de cultura e tradições milenares estão sendo alvos de uma mensagem que é simplesmente direta e objetiva - insanidade do agora e insuficiência de obras!!!

As oratórias de Caifás, a ordem tão defendida por este influente sacerdote foi o fator determinante do grito: Barrabás!!

Não fora a escolha Barrabás por Barrabás que soou no profundo senso de inteligencia e moralidade de um povo de tradições milenares. Mas a ordem do templo tão defendida por Caifás que CONVENCEU a todos a opção mas RIDÍCULA. Ora sabendo que a morte efetuada, o sacrificio fora fim e meio do maior bem atribuido a raça humana(pois daquele ato a porta da graça seria aberta. A mensagem de amor, salvação, reconciiaçao estava sendo trocada por meras ordens de decência no templo e numa sociedade afastada dos verdadeiros principios mosaicos. A sublevação frente à mensagem de Cristo movida por Caifás fora fruto de estado físico em detrimento ao estado de espírito!

Valores pífios no lugar de valores ETERNOS!

Nos dias hodiernos há muitos "Caifás"... Confesso a você. Pessoas que põe em primazia valores do templo pelo templo. Ora meu querido tais valores são efêmeros pois não ouvem o coração, a alma, as múltiplas necessidades do homem - em seu mais profundo grito - o grito por liberdade e salvação!

Toda vez que priorizamos a ordem e não dispomos a verdadeira atenção ao coração, o necessitado e os menos favorecidos... Agimos como Caifás! Para ele pouco importa a mensagem, a verdade e o que há de mais belo que Deus deu ao homem o AMOR!

Finalmente, quem você anda escolhendo no seu dia-a-dia? Cristo ou Caifás? A verdade ou a futilidade da ordem falida? O que é ETERNO ou momentaneo? Conteúdo ou rótulo? Salvação ou perdição? Amor ou razão?

Ao abraçarmos Cristo, não implica, necessariamente em dizer que estamos abraçando uma religiao. Pois a religião é a busca incessante do homem à divindade. O evangelho é Deus na sua misericórdia e graça abraçando sua criação. São valores diferentes... São principios diferentes... Portanto, acima de tudo, quando dizemos sim para CRISTO estamos abraçando novas perspectivas que podem serem resumidas pelo seu ETERNO E MARAVILHOSO AMOR!

SHALOM.

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